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PM Services Magazine lança edição 142 com foco em liderança, crescimento e impacto

Nova edição da revista destaca a trajectória de Josieli Leva e reforça o compromisso da publicação com a divulgação de histórias inspiradoras de liderança, empreendedorismo e desenvolvimento profissional.

A PM Services Magazine anunciou o lançamento da sua edição número 142, referente ao mês de Setembro de 2026, trazendo como tema central a liderança transformadora, o crescimento sustentável e o impacto das redes de colaboração no sucesso profissional e empresarial.

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PM Services Magazine lança edição 141 com destaque para Summeiya Gafur

A PM Services Magazine lançou a sua 141.ª edição, referente ao mês de Setembro de 2026, trazendo para a capa uma entrevista de destaque com Summeiya Gafur, apresentada como uma personalidade ligada à educação e à liderança.

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PM SERVICES MAGAZINE LANÇA EDIÇÃO 140

Edição de Setembro de 2026 chega com novo conceito editorial, informação, inspiração e histórias de impacto

A PM Services Magazine apresenta a sua nova edição digital, referente ao mês de Setembro de 2026, reafirmando o compromisso de oferecer aos seus leitores uma publicação moderna, elegante e orientada para conteúdos de inspiração, liderança e impacto.

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Olimpíadas de Soldadura ’26 chegam a Cabo Delgado e expandem a competição a todo o país

Realizou-se hoje, no Centro de Formação Ascending/IFPELAC, em Pemba, a cerimónia de abertura da competição regional Norte das Olimpíadas de Soldadura 2026 (OS26), dando início à segunda edição da iniciativa e marcando a sua primeira expansão a nível nacional. Pela primeira vez, a competição realiza-se simultaneamente nas regiões Norte e Sul do país, com etapas em Pemba e na Matola.

Estudantes e formadores das principais instituições de ensino técnico-profissional de Cabo Delgado colocaram à prova as suas competências de soldadura durante dois dias de provas avaliadas por júris com certificação internacional.

A cerimónia de abertura contou com a presença de Sua Excelência o Governador da Província de Cabo Delgado, do Presidente do Conselho Municipal de Pemba e do Director de Assuntos Públicos e Governamentais da ExxonMobil Moçambique, principal patrocinador da iniciativa.

«“Mais do que uma competição, as Olimpíadas de Soldadura representam uma oportunidade para fortalecer as capacidades técnicas dos jovens que abraçaram a soldadura como profissão. Esta iniciativa promove o talento local, reforça a resiliência comunitária e está devidamente alinhada com as políticas públicas de desenvolvimento económico, formação profissional e emprego.”»

Valige Tauabo, Governador da Província de Cabo Delgado

A realização desta etapa em Cabo Delgado reveste-se de particular importância num momento em que a província assume um papel estratégico no desenvolvimento da indústria do petróleo e gás em Moçambique.

O crescimento deste sector reforça a necessidade de investir na qualificação da mão-de-obra nacional e na criação de oportunidades para jovens técnicos, potenciando o conteúdo local e uma maior participação de profissionais moçambicanos nos grandes projectos industriais.

«“Desenvolver competências técnicas como a soldadura é fundamental para garantir que os moçambicanos estejam preparados para aproveitar as oportunidades de emprego que o sector do petróleo e gás irá criar. Estamos comprometidos em garantir que as comunidades de Cabo Delgado beneficiem através de oportunidades de formação, emprego e negócios — e as Olimpíadas de Soldadura são uma expressão concreta desse compromisso.”»

Matthew Scharf, Director de Assuntos Públicos e Governamentais da ExxonMobil Moçambique

Mais do que uma competição técnica, as Olimpíadas de Soldadura afirmam-se como uma plataforma nacional de valorização do ensino técnico-profissional.

Através de uma combinação de competição técnica, Feira de Talento, networking e uma mini-série documental, a iniciativa promove a competência técnica, aproxima instituições de formação e empresas e cria oportunidades concretas de estágio, certificação e empregabilidade para jovens moçambicanos.

A edição de 2026 representa também uma evolução da iniciativa, passando a distinguir, pela primeira vez, os melhores soldadores das regiões Norte e Sul do país.

A competição segue agora para a Matola, onde decorrerá, nos dias 9 e 10 de Setembro, a etapa regional Sul, antes da Cerimónia Nacional de Premiação, que reunirá os melhores classificados das duas competições.

«“Esta edição representa um passo importante na consolidação das Olimpíadas de Soldadura como referência nacional. A expansão para Cabo Delgado alarga a representatividade da iniciativa, envolve um maior número de instituições de ensino técnico-profissional e torna o processo de avaliação mais abrangente e consistente. O nosso objectivo é que esta plataforma continue a aproximar o ensino técnico da indústria e a criar oportunidades reais para os jovens moçambicanos.”»

Mateus Costa Santos, Coordenador das Olimpíadas de Soldadura

As Olimpíadas de Soldadura 2026 são desenvolvidas em parceria com um conjunto alargado de entidades do sector público, privado e da cooperação internacional, entre as quais a ExxonMobil, Cooperação Alemã (GIZ), União Europeia, Ascending, ABSA, Tri-M, AIMO, IICM e IFPELAC.

O envolvimento destas organizações reforça o posicionamento da iniciativa como uma plataforma de aproximação entre o ensino técnico-profissional, a indústria e o desenvolvimento económico de Moçambique.

Ao expandirem-se para duas regiões do país, as Olimpíadas de Soldadura reforçam a sua ambição de se afirmarem como uma plataforma nacional de valorização das competências técnicas, contribuindo para preparar uma nova geração de profissionais e responder às necessidades de uma indústria em crescimento.

PM Services lança nova edição da sua revista Magazine com foco em inspiração, liderança e impacto

Publicação de Setembro de 2026 destaca Kione Ailha Lauber na capa e reforça aposta da PM Services em conteúdos sobre liderança, transformação e desenvolvimento

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PM SERVICES MAGAZINE LANÇA EDIÇÃO 138 COM FOCO EM ESTÉTICA, LIDERANÇA E NOVAS FORMAS DE VER

Revista empresarial dedica a capa de Setembro de 2026 a Gabriella, numa edição que aborda imagem, estética e transformação da forma como as pessoas se percebem e se apresentam à sociedade.

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PM Services Magazine lança Edição 137 com destaque para a maturidade, liderança e impacto

Maputo, 28 de Agosto de 2026 — Já está disponível em formato PDF a Edição 137 da PM Services Magazine, referente ao mês de Agosto de 2026, uma edição que coloca em destaque histórias de liderança, inspiração, experiência e transformação pessoal e profissional.

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PM SERVICES MAGAZINE APRESENTA EDIÇÃO 136 COM HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO, LIDERANÇA E INSPIRAÇÃO FEMININA

Maputo, 26 de Agosto de 2026 — A PM Services Magazine apresenta a edição 136, referente ao mês de Agosto de 2026, numa edição especial que assinala os dois anos da publicação.

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ROSÁRIA CELESTINO — ENTRE A CIÊNCIA, A MATERNIDADE E A CORAGEM DE TRANSFORMAR EXPERIÊNCIAS EM PROPÓSITO

Há histórias que começam com uma profissão. Outras começam com uma inquietação. A de Rosária Celestino começou com perguntas  perguntas que nasceram de experiências pessoais, cresceram através do estudo e acabaram por se transformar numa missão de vida: falar sobre fertilidade com mais conhecimento, humanidade e responsabilidade.

É essa mulher que a PM Services Magazine apresenta nesta edição: para além da especialista em fertilidade, da empreendedora, autora e criadora de conteúdo, existe uma mulher angolana, mãe, funcionária da Embaixada da República de Angola acreditada junto do Reino da Bélgica e do Grão-Ducado do Luxemburgo, que há vários anos vive entre as suas raízes africanas e uma realidade europeia que também contribuiu para moldar a sua visão do mundo.

Rosária não se define pelos títulos. Define-se pela experiência. É uma mulher que ama, sonha, chora, sente medo, cai e se levanta. Uma mulher que aprendeu que vulnerabilidade e força não são opostos e que não é necessário parecer invencível para continuar.

É também uma mulher movida pela curiosidade. Quando uma questão a toca, procura compreender. Estuda, questiona, investiga e procura respostas. Foi assim que a fertilidade entrou profundamente na sua vida e, mais tarde, a bioética passou também a fazer parte dessa procura por conhecimento.

O resultado dessa jornada é uma voz que hoje procura levar informação a mulheres e famílias que, muitas vezes, atravessam questões relacionadas com a fertilidade em silêncio.

DA EXPERIÊNCIA PESSOAL AO PROPÓSITO

Para Rosária, falar de fertilidade nunca foi apenas uma escolha profissional. Antes de se transformar em área de estudo e intervenção, foi uma experiência pessoal.

A necessidade de compreender determinadas situações levou-a a procurar respostas. Quanto mais estudava, mais percebia que a fertilidade não podia ser analisada apenas através da dimensão médica. Por detrás de cada diagnóstico existem emoções, relações, questões culturais, sociais, familiares e bioéticas que também precisam de ser consideradas.

Foi nesse processo que uma experiência individual começou a ganhar uma dimensão maior.

Rosária percebeu que muitas mulheres e famílias enfrentavam questões semelhantes sem informação suficiente e, muitas vezes, sem espaço para falar abertamente sobre aquilo que estavam a viver.

Dessa percepção nasceu uma missão: transformar aquilo que viveu e aprendeu em conhecimento que pudesse ser útil para outras pessoas.

É também nesse percurso que surge o VidaFert, projecto criado com o propósito de contribuir para uma abordagem mais informada e humana da fertilidade. A iniciativa procura aproximar mulheres e famílias de informação responsável sobre saúde reprodutiva, ajudando-as a compreender possibilidades, fazer perguntas e participar de forma mais consciente nas decisões relacionadas com o seu percurso.

Rosária resume a própria caminhada de forma simples: primeiro viveu, depois procurou compreender e, quando compreendeu melhor, sentiu que precisava de partilhar.

FALAR DE FERTILIDADE ANTES DE FALAR DE INFERTILIDADE

Uma das principais mensagens defendidas por Rosária é a necessidade de mudar a forma como a sociedade olha para a fertilidade.

Para muitas pessoas, o tema só ganha importância quando surge uma dificuldade para engravidar. A especialista defende, porém, que o conhecimento sobre saúde reprodutiva deve começar muito antes de qualquer diagnóstico.

Para ela, fertilidade representa vida, mas não apenas no sentido de gerar uma criança. Representa desejo, tempo, corpo, esperança, escolhas e também a consciência de que nem tudo está sob o controlo humano.

É por isso que a sua comunicação procura incentivar mais conhecimento e autonomia.

Quanto mais uma pessoa conhece a sua saúde reprodutiva, mais preparada está para fazer perguntas, procurar orientação adequada e tomar decisões conscientes.

A mensagem é particularmente relevante num contexto em que ainda existem muitos mitos e expectativas irreais em torno da reprodução.

Rosária faz questão de estabelecer uma diferença fundamental: falar de esperança não significa prometer resultados.

A esperança, para ela, está na possibilidade de continuar a escolher mesmo diante da incerteza.

“A INFERTILIDADE NÃO TE DEFINE”

Uma das mensagens mais fortes associadas ao seu trabalho é dirigida directamente às mulheres que enfrentam dificuldades reprodutivas: “Minha rosa, a infertilidade não te define.”

Por detrás desta frase existe uma preocupação profunda com a identidade feminina.

Um diagnóstico pode ocupar uma parte importante da vida de uma mulher, mas não deve transformar-se na definição completa da pessoa.

A infertilidade pode trazer sofrimento e alterar planos, expectativas e relações, mas não retira a uma mulher a sua dignidade, feminilidade, inteligência, capacidade de amar ou valor.

Rosária chama a atenção precisamente para esse risco: o de uma mulher começar a olhar para si própria apenas através daquilo que o seu corpo ainda não conseguiu realizar.

Separar diagnóstico de identidade torna-se, por isso, uma forma de proteger a própria pessoa.

A infertilidade pode ser um capítulo doloroso de uma história. Não precisa de ser o livro inteiro.

O QUE EXISTE POR DETRÁS DE UM DIAGNÓSTICO

Quando se fala em infertilidade, normalmente fala-se de consultas, exames, tratamentos e resultados. Mas existe uma dimensão emocional que nem sempre aparece.

Rosária chama a atenção para sentimentos como culpa, medo, comparação e frustração. Existem perguntas que muitas mulheres fazem em silêncio: porquê comigo? Será que fiz alguma coisa errada? E se nunca acontecer?

Existe também o impacto na relação com o próprio corpo, no casal, na intimidade e na vida profissional.

Até acontecimentos felizes podem tornar-se emocionalmente difíceis. Uma gravidez anunciada por alguém próximo pode provocar sentimentos contraditórios numa mulher que está a enfrentar dificuldades para engravidar.

Ao mesmo tempo, muitas continuam a trabalhar, cuidar da família e sorrir enquanto enfrentam internamente uma realidade extremamente exigente.

É por isso que Rosária defende uma abordagem mais humana da fertilidade. Um resultado laboratorial pode explicar uma parte de uma situação, mas nunca conta sozinho a história da pessoa que recebe aquele resultado.

“O MILAGRE DA FERTILIDADE”: QUANDO A EXPERIÊNCIA SE TRANSFORMA EM LIVRO

Foi também dessa experiência que nasceu “O Milagre da Fertilidade”, obra através da qual Rosária decidiu transformar a sua caminhada em conhecimento partilhado.

O livro nasceu primeiro como experiência e só depois como conteúdo organizado em páginas. As perguntas que um dia precisou de fazer tornaram-se parte de uma narrativa que pretende ajudar outras pessoas a compreender melhor a fertilidade.

A obra não procura falar apenas de tratamentos ou de como engravidar. Aborda também aquilo que acontece com a pessoa durante esse percurso: os medos, as escolhas, a ciência, a esperança, os limites, a fé, as relações e a dignidade.

E existe uma particularidade importante no próprio título.

O “milagre” não representa uma promessa de gravidez.

Pode ser uma resposta finalmente encontrada. Pode ser uma decisão tomada de forma consciente. Pode ser a recuperação da relação de uma mulher consigo própria. Pode ser simplesmente a descoberta de que não está sozinha.

A missão do livro cumpre-se, em parte, quando alguém termina a leitura mais informado, mais compreendido e menos sozinho.

ENTRE ÁFRICA E EUROPA

A identidade angolana de Rosária ocupa um lugar importante na forma como encara a fertilidade.

A cultura africana atribui um enorme significado à família e à maternidade. Existe beleza nessa valorização, mas também existem contextos em que essa expectativa pode transformar-se em pressão sobre mulheres que não conseguem engravidar.

O silêncio, o julgamento e a tendência de atribuir exclusivamente à mulher a responsabilidade pela reprodução continuam a ser desafios que precisam de ser enfrentados.

A experiência de Rosária na Europa permitiu-lhe conhecer outras abordagens, sistemas de saúde e debates relacionados com reprodução e bioética.

Viver entre estas realidades ensinou-lhe que, embora a ciência possa atravessar fronteiras, a forma como cada sociedade vive a infertilidade é profundamente influenciada pela cultura.

É nesse cruzamento que encontra uma das suas maiores motivações: construir pontes entre África e Europa.

Rosária defende uma maior participação das mulheres africanas nas discussões sobre saúde reprodutiva e considera igualmente fundamental envolver os homens nesta conversa.

Mais do que isso, acredita que investigadores e profissionais africanos devem participar cada vez mais na produção de conhecimento e nos debates internacionais sobre reprodução e bioética.

África, defende, não deve ser apenas objecto de investigação. Deve também produzir conhecimento e participar na definição das perguntas que a ciência precisa de responder.

OS MITOS QUE AINDA PRECISAM DE SER DESCONSTRUÍDOS

Na sua comunicação, Rosária identifica vários conceitos que continuam a dificultar uma abordagem responsável da fertilidade.

Um dos principais é a ideia de que a infertilidade é essencialmente um problema feminino. Para ela, o factor masculino precisa de fazer parte desta conversa com a mesma naturalidade e responsabilidade.

Outro mito está relacionado com a ideia de que basta relaxar, não pensar no assunto ou simplesmente ter fé para resolver uma dificuldade reprodutiva.

A fé e o equilíbrio emocional podem ser importantes para muitas pessoas, mas não substituem uma avaliação médica adequada quando existe uma dificuldade.

Existe ainda uma expectativa perigosa em torno da reprodução medicamente assistida. Os avanços da medicina oferecem possibilidades extraordinárias, mas não significam garantia de um bebé. Existem probabilidades, limites e decisões complexas que precisam de ser comunicados com honestidade.

E há uma ideia que Rosária considera especialmente urgente combater: a de que uma mulher sem filhos é menos mulher ou menos realizada.

A maternidade pode ser um sonho profundo e legítimo. Nunca deve, porém, transformar-se numa medida do valor de uma mulher.

O MOMENTO EM QUE PERCEBEU QUE A SUA HISTÓRIA JÁ NÃO ERA APENAS SUA

Um dos momentos mais marcantes da caminhada de Rosária aconteceu durante o lançamento de “O Milagre da Fertilidade”, em Fevereiro, no Press Club Brussels Europe.

Durante a apresentação, enquanto partilhava algumas das experiências e reflexões que deram origem ao livro, começou a perceber a dimensão do impacto que aquela história estava a provocar.

No final, algumas mulheres aproximaram-se.

Identificaram-se com as suas palavras e pediram-lhe que não deixasse aquela mensagem confinada àquela sala. Disseram-lhe que havia muitas outras mulheres que precisavam de ouvir aquela conversa.

O momento marcou profundamente Rosária.

Ali percebeu que uma experiência que começou por ser pessoal já não lhe pertencia inteiramente.

Quando uma história ajuda outra pessoa a compreender a própria história, transforma-se em propósito.

Foi também uma confirmação de que precisava de continuar. Não porque tenha todas as respostas, mas porque percebeu que ainda existem demasiadas mulheres e famílias a viver questões relacionadas com fertilidade em silêncio.

É dessa necessidade de continuidade que o VidaFert ganha ainda mais força: transformar a experiência e o conhecimento numa conversa permanente, responsável e acessível.

UMA VOZ QUE QUER CHEGAR MAIS LONGE

A trajectória de Rosária Celestino está, portanto, longe de ser apenas uma história individual.

É uma história sobre informação, representação e responsabilidade.

É sobre uma mulher que decidiu não guardar para si aquilo que aprendeu.

É sobre transformar vulnerabilidade em conhecimento e conhecimento em serviço.

É sobre criar espaço para conversas que durante muito tempo foram evitadas.

E é também sobre aproximar diferentes realidades culturais numa área que diz respeito à humanidade inteira.

Ao olhar para o futuro, Rosária pretende continuar a desenvolver esse trabalho, ampliar o alcance da sua mensagem e contribuir para que mais mulheres e famílias tenham acesso a informação responsável sobre fertilidade.

Não promete respostas fáceis.

Não promete resultados.

Promete continuar a fazer perguntas, procurar conhecimento e abrir espaço para uma conversa mais consciente.

UMA MULHER EM PERMANENTE CONSTRUÇÃO

Aos 51 anos, informação que prefere manter longe do centro da sua exposição pública, Rosária continua a definir-se não pela idade nem pelos títulos, mas pelo processo de construção que considera permanente.

A sua história mostra que uma pessoa pode ocupar diferentes lugares e, ainda assim, continuar a descobrir-se.

Pode ser profissional, mãe, autora, empreendedora e criadora de conteúdo, sem deixar de ser simplesmente uma mulher que sente, questiona e aprende.

Talvez seja precisamente essa dimensão humana que torna a sua mensagem tão relevante.

Rosária Celestino não fala de fertilidade como quem observa um tema à distância.

Fala a partir da experiência, do estudo e da consciência de que, por detrás de cada questão reprodutiva, existe uma pessoa com sonhos, medos, relações, expectativas e uma história própria.

E é por isso que a sua mensagem ultrapassa a fertilidade.

É uma mensagem sobre dignidade.

Sobre conhecimento.

Sobre escolhas.

Sobre esperança sem falsas promessas.

E sobre a necessidade de lembrar, sobretudo nos momentos mais difíceis, que nenhum diagnóstico tem autoridade para definir uma pessoa inteira.

Porque, no percurso de Rosária Celestino, existe uma convicção que permanece acima de qualquer título: a mulher é sempre maior do que aquilo que lhe acontece.

AULINDA FURTADO — ENTRE CULTURAS, NEGÓCIOS E UMA VISÃO SEM FRONTEIRAS

Há pessoas que aprendem a empreender porque decidiram abrir um negócio. E há aquelas cuja relação com o empreendedorismo começa muito antes de existir uma empresa, um cargo ou uma estratégia. Aulinda da Silva Furtado pertence a este segundo grupo.

Aos 39 anos, a angolana construiu uma trajectória marcada pela gestão, consultoria, formação, criação de conteúdo e desenvolvimento de negócios, mas a sua visão sobre liderança e empreendedorismo nasceu muito antes da vida profissional. Nasceu em casa, a observar os pais transformarem criatividade em soluções e recursos limitados em oportunidades.

Hoje, depois de experiências que a levaram a viver em diferentes contextos culturais e em quatro continentes, Aulinda olha para os negócios com uma perspectiva que ultrapassa fronteiras geográficas. Para ela, uma empresa não é apenas uma estrutura que vende produtos ou serviços. É uma organização feita de pessoas, decisões, valores e responsabilidades que podem influenciar famílias, comunidades e gerações.

É também por isso que a sua história não pode ser contada apenas através dos cargos que ocupa ou dos projectos que desenvolve. Existe, por detrás da profissional, uma mulher profundamente ligada à fé, à família, à aprendizagem e à ideia de que ninguém cresce verdadeiramente quando deixa de estar disponível para aprender.

Uma escola chamada família

Aulinda recorda a infância como o primeiro grande laboratório de empreendedorismo.

O pai era, nas suas palavras, praticamente um “faz-tudo”. A mãe era a sua grande coadjuvante. Juntos, encontravam formas de criar produtos, resolver problemas e garantir o sustento da família. Em casa, chegaram a ter uma pequena loja onde comercializavam aquilo que produziam.

Naquele momento, Aulinda não estava a estudar gestão nem a pensar em construir empresas. Estava simplesmente a observar.

Anos mais tarde, percebeu que aquela vivência lhe tinha deixado competências que continuaria a utilizar ao longo da vida: criatividade, capacidade de adaptação, iniciativa e, sobretudo, a compreensão de que empreender é muitas vezes encontrar uma resposta possível com aquilo que temos à nossa disposição.

“O empreendedorismo, para mim, não começou na universidade nem quando abri a primeira empresa. Começou dentro de casa.”

É uma frase que resume uma parte importante da sua filosofia. Antes dos livros, vieram os exemplos. Antes das teorias, veio a experiência.

O preço das escolhas

O caminho até à mulher que é hoje também foi construído através de renúncias.

Durante a juventude, Aulinda precisou de tomar decisões que significavam abrir mão de determinadas experiências para investir num futuro que ainda não conseguia ver completamente.

Com o tempo, compreendeu que o crescimento raramente acontece sem escolhas difíceis.

Nem sempre é possível ter tudo ao mesmo tempo. Algumas conquistas exigem disciplina, paciência e a capacidade de dizer “não” ao imediato para proteger aquilo que se pretende construir a longo prazo.

Essa aprendizagem tornou-se uma das bases da sua forma de pensar.

Para Aulinda, as escolhas de hoje não determinam apenas o presente. Podem influenciar profundamente o futuro pessoal, profissional e familiar.

Quatro continentes, uma nova forma de olhar o mundo

Se a família lhe ensinou as primeiras lições sobre iniciativa e empreendedorismo, a experiência internacional ampliou a sua visão.

Viver nos Estados Unidos e passar por diferentes realidades culturais, em quatro continentes, obrigou-a a sair da sua própria perspectiva.

Aprendeu que comportamentos, mercados e pessoas não podem ser interpretados exclusivamente através da realidade de quem observa.

Cada cultura possui códigos, experiências, necessidades e formas diferentes de compreender o mundo.

Essa experiência teve impacto directo na sua maneira de gerir empresas.

Hoje, quando olha para uma organização, Aulinda procura compreender primeiro as pessoas.

Os processos são importantes. As estratégias são indispensáveis. Os indicadores financeiros são fundamentais. Mas, para ela, são as pessoas que fazem uma organização funcionar.

São elas que executam processos, interpretam estratégias, encontram soluções, identificam problemas e produzem resultados.

Por isso, antes de perguntar apenas “qual é o processo?”, Aulinda procura compreender “quem são as pessoas que estão por detrás dele?”.

O que as motiva? Como pensam? Que competências possuem? O que podem melhorar? Como podem contribuir para os objectivos da organização?

Esta mudança de perspectiva é uma das marcas da sua liderança.

Crescer não é apenas movimentar-se

Existe uma diferença entre estar ocupado e estar a crescer.

Aulinda observa que muitos empreendedores investem grande energia em vendas, redes sociais, eventos, novos produtos, visibilidade e expansão, mas esquecem uma questão fundamental: a empresa está preparada internamente para sustentar aquilo que pretende conquistar externamente?

Para ela, este é um dos grandes desafios do empreendedorismo contemporâneo.

Uma empresa pode parecer extremamente activa e, ainda assim, não estar a crescer de forma saudável.

Lançar constantemente novos produtos, aumentar a presença digital ou participar em inúmeros eventos não significa necessariamente evolução.

O crescimento sustentável exige estrutura, pessoas preparadas, estratégia, posicionamento e controlo financeiro.

E existe ainda uma mudança que o próprio empreendedor precisa de aceitar: aquilo que funcionou ontem pode não funcionar amanhã.

É aqui que surge um dos conceitos que Aulinda mais valoriza: humildade intelectual.

Crescer também significa reconhecer que algumas respostas precisam de ser revistas.

Significa desaprender.

Reajustar.

Mudar de estratégia.

E ter maturidade para admitir que uma solução que funcionou numa determinada fase pode tornar-se insuficiente quando a empresa entra noutra etapa.

O posicionamento começa antes do marketing

Aulinda tem uma visão particularmente interessante sobre posicionamento.

Para ela, posicionamento não começa no logótipo, nas redes sociais ou numa campanha publicitária.

Começa na conduta.

Antes de apresentar uma empresa ao mercado, o empreendedor apresenta a si próprio.

A forma como fala. A maneira como cumpre compromissos. A relação que estabelece com clientes e parceiros. Os valores que defende. A qualidade daquilo que entrega. A consistência entre aquilo que promete e aquilo que realmente faz.

Tudo isso constrói percepção.

Por isso, Aulinda resume a sua visão através de uma fórmula:

Performance = Valores + Conduta + Consistência

A partir daí, surge o posicionamento: a percepção que o mercado constrói com base na performance.

E, finalmente, o resultado: o valor que o mercado reconhece.

É uma abordagem que coloca a autenticidade e a coerência no centro da construção de uma marca.

Porque, no seu entendimento, não adianta comunicar excelência se a experiência entregue ao cliente conta uma história completamente diferente.

A mulher por detrás da profissional

Existe, contudo, uma dimensão da vida de Aulinda que não aceita ser sacrificada em nome da carreira: a família.

Empresária, consultora, formadora e criadora de conteúdo, ela lida diariamente com múltiplas responsabilidades. A organização tornou-se, por isso, uma ferramenta indispensável.

Agenda, prioridades e gestão do tempo fazem parte da sua rotina.

Mas há uma diferença.

A família não entra na agenda como mais uma tarefa.

É o pilar.

É aquilo que sustenta as restantes áreas.

Aulinda rejeita a ideia de que o sucesso profissional deve necessariamente ser construído à custa da vida pessoal e familiar.

Para ela, não existe verdadeiro crescimento quando, para conquistar uma área da vida, destruímos outra.

Essa visão também está presente no seu livro, “O Código Secreto do Posicionamento no Mercado — SPM”, onde aborda o posicionamento para além da simples estratégia empresarial.

Porque, na sua perspectiva, antes de governar uma empresa, é necessário aprender a governar a própria vida.

Os valores que orientam a liderança profissional começam muitas vezes dentro de casa.

Aprender para continuar relevante

Num mundo em que a tecnologia, os hábitos dos consumidores e os modelos de negócio mudam constantemente, Aulinda acredita que uma das maiores competências de um empreendedor é saber actualizar-se.

Mas faz uma distinção importante: actualizar-se não significa acumular certificados.

A formação deve responder a necessidades concretas.

É aquilo que chama de capacitação consciente.

O profissional precisa de identificar aquilo que realmente necessita de aprender para melhorar a sua performance, optimizar o tempo e tomar melhores decisões.

A isso junta uma segunda competência: a adaptabilidade.

O empreendedor precisa de conseguir interpretar as mudanças do mercado e ajustar-se sem perder aquilo que torna o negócio único.

Na sua visão, três pilares tornam-se essenciais:

actualização contínua, capacitação consciente e adaptabilidade.

Porque num mercado em constante transformação, deixar de aprender pode significar deixar de ser relevante.

Empreender também é assumir responsabilidade

Para Aulinda, o empreendedorismo não termina na criação de uma empresa ou na geração de lucro.

Existe uma dimensão social.

Uma empresa faz parte de um ecossistema. As suas decisões afectam trabalhadores, clientes, famílias, comunidades e, indirectamente, as gerações seguintes.

É por isso que o impacto que pretende deixar através das suas empresas, consultorias e formações não se resume aos resultados financeiros.

A sua ambição é contribuir para formar empreendedores e líderes mais conscientes.

Pessoas capazes de pensar para além do resultado imediato.

Líderes que compreendam que cada decisão empresarial pode produzir consequências muito maiores do que aquilo que aparece num relatório financeiro.

O seu propósito está ligado à construção de negócios sustentáveis, mas também à formação de pessoas capazes de os conduzir com responsabilidade.

Uma mensagem para quem ainda está a esperar

Talvez uma das maiores barreiras ao empreendedorismo não seja a falta de ideias.

Seja o medo de começar.

Aulinda acredita que muitas ideias nunca chegam ao mercado porque os seus criadores passam demasiado tempo à espera do momento perfeito.

Mas o momento perfeito raramente chega.

É preciso começar, aprender, corrigir e continuar.

Ela aconselha também os novos empreendedores a escolherem cuidadosamente as suas referências.

Não para copiar o caminho de alguém, mas para aprender com quem já enfrentou desafios semelhantes.

Uma boa referência pode ajudar a compreender possibilidades, evitar erros e perceber que determinados sonhos são possíveis.

Mas cada pessoa precisa, no final, de construir a sua própria trajectória.

Uma visão que atravessa fronteiras

A história de Aulinda Furtado é, acima de tudo, uma história sobre construção.

Construção de negócios.

Construção de conhecimento.

Construção de liderança.

Construção de uma vida em que família, fé, carreira e propósito não precisam necessariamente de competir entre si.

A menina que observava os pais a transformar recursos em oportunidades tornou-se uma profissional com uma visão que atravessa culturas e geografias.

As experiências internacionais ensinaram-lhe a olhar para o mundo com menos julgamento e maior inteligência contextual. A gestão ensinou-lhe a importância da estrutura. O empreendedorismo ensinou-lhe a coragem de agir. A família ensinou-lhe aquilo que considera essencial preservar.

E a humildade intelectual mantém-lhe os olhos abertos para aquilo que ainda pode aprender.

Aulinda não fala apenas sobre crescer.

Fala sobre crescer de forma consciente.

Porque, para ela, o verdadeiro sucesso não está simplesmente em chegar mais longe.

Está em chegar mais longe sem perder os valores que deram sentido ao caminho — e, sobretudo, em conseguir abrir espaço para que outros também possam avançar.

Entre Angola, os Estados Unidos e diferentes experiências culturais, Aulinda Furtado construiu uma visão que não cabe numa única geografia. A sua fronteira, hoje, não é o lugar onde nasceu ou onde viveu. É o limite que decide não colocar naquilo que ainda pode construir.