Texto: Paulo Manjate
O musical “O Veredicto”, idealizado e dirigido pelo produtor e músico Zé Pires e assinado pela ZEP Estúdios, estreou no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, num evento que transformou o espaço numa sala de audiências simbólica.
Mais do que um espectáculo de entretenimento, “O Veredicto” posicionou-se como uma plataforma de activação cultural e debate social. A narrativa colocou a própria “Cultura Moçambicana” como ré num tribunal simulado, cruzando as fronteiras do teatro clássico e costurando música, dança, literatura, poesia e artes visuais numa experiência de imersão completa.
Em vez de espectadores passivos, o público assumiu o papel de júri oficial, uma escolha interactiva que sublinha a transição das campanhas unilaterais para experiências onde a audiência molda o desfecho da mensagem.
O elenco contou com lendas vivas como Roberto Chitsondzo, António Prista, entre outros, servindo como ponte de comunicação intergeracional, resgatando ritmos históricos e fundindo-os com a sensibilidade artística contemporânea.
Banco Letshego: apoio ao talento nacional

O espectáculo contou com o suporte de parceiros de peso, com destaque para o Banco Letshego, que marcou presença não apenas como patrocinador, mas como agente activo na promoção da cultura moçambicana.
O PCA do Banco Letshego, Doutor David Seie, sublinhou a evolução da instituição para além do financiamento tradicional.
“Os privados, os indivíduos, os pequenos e médios empresários têm hoje uma gama de produtos à sua disposição. Não era só aquele de financiar, mas hoje temos uma oferta diversificada. A expansão do nosso portfólio de serviços visa abranger todas as necessidades da camada citadina, incluindo o apoio à cultura e à criatividade.”
Por sua vez, o CEO do Banco Letshego, Carlos Nhamahango, reforçou o compromisso do sector empresarial com a identidade nacional.
“Eu acho que a cultura moçambicana precisa de muito suporte e quem deve dar esse suporte, sem dúvidas, somos nós, da comunidade empresarial, por forma a promover ainda mais a nossa cultura moçambicana. O pedido e a proposta de Zé Pires foram acolhidos com entusiasmo. Não só Zé Pires, mas também temos outros artistas, escritores, pintores e escultores. O Banco Letshego gosta de apoiar esses talentos, principalmente aqueles que têm identidade moçambicana.”
A viabilização de um projecto desta envergadura artística e logística evidencia a importância do patrocínio cultural corporativo e das relações públicas institucionais, provando que marcas líderes compreendem o valor de associar as suas insígnias a projectos que estimulam o pensamento crítico e salvaguardam o património imaterial do país.

Ao resgatar géneros tradicionais e expor as fragilidades e potencialidades da indústria, Zé Pires e a sua equipa entregaram um produto cultural altamente refinado e com forte apelo de exportação. E o banco Letshego reafirma mais uma vez o compromisso social em Moçambique.
Como bem enfatizou o CEO do banco Letshego Carlos Nhamahango “extremamente positivo. Não há palavras, não tenha uma nota para dar a essa produção. Não foi só Zé Pires, foi cada um que esteve naquela sala e que ofereceu o máximo para trazer um espectáculo memorável. Gostaria de encorajar que todos participássemos mais da nossa cultura, que a promovêssemos um bocadinho mais, que estivéssemos próximos para garantir a continuidade do que está sendo criado, dando valor e mais força àqueles que querem inovar, trazer mais cultura e mais presença. Só tenho mais palavras. Estou muito feliz com isso.”




